Tempo de reinvenção

No dia 15 de março, um sábado, toquei presencialmente pela última vez.

Toquei em um casamento de tarde e a noite estava pronto para entrar no palco de uma balada.

Mal sabia que aquela maratona musical de 12 horas, seria a minha última vez.

Obvio que não poderia ficar parado, mas antes mesmo da pandemia chegar no Brasil, vi um post de uma amiga falando sobre a quarentena dela em Barcelona. Ela estava tomando uma taça de vinho e foi agraciada por um amigo que fez uma live pra ela, tocando o seu violão.

Ali surgiu a ideia de fazer o meu trabalho em formato de uma Live at Home.

Ninguém ainda tinha feito no Brasil, eu mesmo nunca havia feito ou fuçado na função Live do meu celular.

Pesquisei e apanhei pra achar, mas graças a um video de um técnico de som, que trabalhava para um pastor e era responsável pelo som da igreja, consegui um pouco mais de informção, no mesmo dia corri para montar o tal cabo necessário que precisava para que o som, fosse passado direto dos meus equipamentos de Dj para o celular fazer a transmissão.

Lá estava eu na sexta-feira dia 20 de março, fazendo a primeira Live de música.

Escolhi tocar um set de House Music, afinal fazia muito sentido o estilo musical para a nova hashtag que infelizmente ainda faz parte de nossas vidas #fiqueemcasa.

Depois dessa vieram muitas Lives, inclusive profissionais, onde páginas com milhares de seguidores, contratavam o meu trabalho, ou até mesmo fazendo a parceria de depósito por PicPay, foi legal, foi interessante, meu nome foi divulgado e alcancei gente que não conseguiria se não fosse por essas parcerias e a própria pandemia.

Assim vimos artistas de nome mundial e nacional, fazendo e produzindo Lives, antes em suas casas e depois até com equipamentos super profissionais, com produção digna de um show.

Mas a quarentena não acabou, as Lives perderam o alcance e simpatia do público e é chegada a hora de se reinventar novamente.

Uma coisa que observei nessas minhas Lives e principalmente na minha página pessoal, foi a integração das pessoas. Antigos amigos, que hoje estão com filhos e não frequentam há muito tempo as baladas. Mas que ainda existe o espírito festeiro e tem saudades de um tempo que não volta mais.

Assim o novo projeto se baseia numa festa virtual, para apenas 50 convidados, todos amigos em comum, para participar dessa brincadeira.

A idéia se baseia em confirmar a presença, se arrumar para aquele dia, aquela hora combinada, fazer um aquecimento com drinks e criar uma expectativa. Assim, além de curtirem um bom som, podem conversar entre eles e depois postando numa única #hashtag, as fotos da suposta balada e quem postar, estará automaticamente concorrendo a um Kit para curtir a próxima Live.

E aí? Vamos participar? Vamos interagir? Vamos nos permitir? Vamos nos reinventar.

Tempo de reinvenção

 Dj Leandro Moska, entusiasta por natureza e adora invetar uma desculpa para fazer a festa acontecer.

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