LIVE MARKETING EM TEMPOS DE PANDEMIA

Live Marketing em tempos de pandemia, as novas formas de adaptação e a dura realidade enfrentada pelos profissionais. por Daniel jorge para a MOBMAG

Home Office e a produção de Eventos

O Começo de tudo

Manhã do dia 20 de março. Uma sexta-feira diferente das outras, pois a semana foi tomada pelo fechamento gradativo de tudo. Os restaurantes estavam mais vazios, o trânsito já estava mais tranquilo, parte dos nossos fornecedores já estavam encerrando suas operações e praticamente todas as agências de Live Marketing estavam iniciando suas operações em home office. Chegamos à conclusão de que era hora de parar também. Curiosamente era o dia do meu aniversário. E o final do dia me mostrou o que seria uma realidade a partir de então: o evento de aniversário foi substituído por uma vídeo chamada com 10 amigos, cada um deles com seu drink na mão, me desejando felicidades virtualmente.

ROTINA NO HOME OFFICE

De lá pra cá já se passaram quatro meses. Trabalhar em home office tem alguns ganhos, mas também algumas perdas. Deixamos de lado todo aquele tempo gasto com deslocamentos e trânsitos intermináveis. Rapidamente nos acostumamos em relação as reuniões online, seja por Skype, Zoom ou qualquer outra plataforma. Mas ainda sinto falta de uma reunião presencial de brainstorm, daquelas que juntávamos toda equipe e nos trancávamos dentro de uma sala de reuniões para criar experiências incríveis ao vivo para os nossos clientes.  

SENTIMENTO COLETIVO

Nas últimas semanas venho percebendo, e obviamente me insiro nesse caso, uma ansiedade geral dos profissionais da área sobre os novos rumos do mercado de Live Marketing. Vários amigos de outras agências foram desligados. Muitos fornecedores estão passando por dificuldade, tentando produzir novas soluções, se reinventando para poder faturar o mínimo necessários para sobreviver.

Por outro lado, o mercado está mais próximo. Não vejo mais aquela rixa entre agências, como cães enraivecidos disputando o mesmo cliente, brigando pra garantir a agenda dos melhores freelas ou fingindo ser amigos em reuniões de concorrências, economizando nos questionamentos para não entregar o ouro. Estamos todos passando por dificuldades, e na medida do possível, tentamos nos ajudar cada um do seu jeito.

RUMO DOS EVENTOS

Com tantos criativos trancados em casa, distantes de uma rotina maluca e pautas lotadas, é natural que as ideias comecem a fluir. Obviamente com todas as limitações que esse novo momento nos impõe. No início da Pandemia, fomos bombardeados por inúmeras Lives nas redes sociais. Surgiu até um meme de que se você abrisse a geladeira de casa, encontrava uma Live dentro. Em seguida, surgiu aquela ideia super inovadora de criar um Cine Drive In. Uma ótima solução para driblar as leis do distanciamento social. Até cair a ficha de que todo mundo tinha tido essa mesma ideia. Hoje tem Cine Drive In acontecendo em pelo menos 10 endereços diferentes da cidade. Mas, e agora, qual será a próxima ideia incrível que vai surgir?

Segundo consta, somos os últimos da fila de prioridades para retomada das atividades. E sinceramente, acho pouco provável que tenhamos um número razoável de eventos presenciais ainda esse ano. Nenhuma empresa quer correr o risco de juntar 50, 100, 500 pessoas dentro do mesmo ambiente, seja para lançar um produto ou realizar uma convenção, e correr o risco de ter algum dos seus convidados infectado. Por outro lado, também acho que isso não é impossível. Assim como os bares e restaurantes estão se adequando aos poucos para atender seus clientes com um número reduzido de mesas, totens com álcool gel, medição de temperatura e staff utilizando máscaras, um evento presencial também pode tomar essas precauções para ser realizado com mais segurança.

Eventos Virtuais

Eventos virtuais ou híbridos (formato de evento que mistura o físico com o virtual) são a menina dos olhos no momento. É uma nova realidade que permite reunir 1000 pessoas dentro de um auditório, montado no Museu do Louvre ou até na Lua, tendo John Lennon e Aretha Franklin como casal de mestre de cerimônias, com direito a pocket show dos Rolling Stones no intervalo do coffee break. Daí você vai me perguntar: – coffee break virtual não tem graça, né? É aí que entra o momento “ao vivo”, pois você receberá no conforto da sua casa um delicioso kit com capuccino e pão de queijo quentinhos, entregues pelo iFood, enquanto assiste tudo pela tela do seu computador ou smartphone.

O céu é o limite (tentei fugir desse clichê, mas a viagem do momento permitiu). A maior dificuldade, em qualquer um desses formatos, ainda está em trazer o calor e a emoção proporcionados por um evento “ao vivo” para dentro de uma plataforma virtual. Fica aí o desafio para o mercado de Live Marketing, de se adequar a essa nova realidade e torcer para que todos sobrevivam até que a situação melhore. Ou que descubram a vacina do vírus até amanhã.

Por Daniel Jorge

Live Marketing em tempos de pandemia, as novas formas de adaptação, e a dura realidade enfrentada pelos profissionais. por Daniel jorge para a MOBMAG
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